
A noite me domina, me tira da rotina
E ouço gritos constantes na escuridão
Me vem a agonia que me devora a alma
Aqui sozinho a paz que nunca volta
Será que eu vou conseguir me esconder
Fugir dos gritos que surgem em meio à escuridão
Não sei se eu devo correr e me atirar
De um precipício infinito
Os gritos aumentam, me deixam assustado
Levanto depressa totalmente suado
Meu coração batendo depressa
O medo invade todo o meu quarto
E grita! Grita! Grita!
E me deixa arrepiado
São gritos horripilantes
Que me deixam apavorados
As lágrimas caem do meu rosto angustiado
E os gritos não param de chamar pelo meu nome
Eu peço ajuda mas ninguém aqui se importa
Preciso de ajuda, de conselhos, de amigos
Eu tranco a porta, ligo o rádio com som alto
É só desse jeito que eu paro de ouvir os gritos
Talvez eu esteja ficando paranóico
Ou apenas uma doença estranha para mim
E agora o silêncio invade toda minha mente
Num canto do quarto fecho os olhos
Finalmente consigo dormir
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