Quando fico sozinho no escuro, meus olhos se enchem de lágrimas que se perdem pelos lençóis na noite fria. Fico sentado, no canto da cama, encostado na parede gelada, soluçando de saudade e dor, com o pesar e o coração partido, o profundo ressentimento. Todavia, entendo perfeitamente os motivos da minha tristeza. O culpado sou eu de estar tão morto por dentro e de tal bagunça tudo ficou confuso. Atirei-me de um precipício criado por mim e agora não posso voltar atrás. Foi minha a escolha de viver assim, sendo enganado, amargurado, iludido, apaixonado, e mereço punição. Não sei como não me atirei de um penhasco ou pulei na frente de um caminhão. O inverno já terminou, a paixão calorosa ainda existe dentro de mim e agora que chegou o verão parece estar ficando mais gelado aqui dentro. Tenho tanta vontade de encontrar-te novamente e dizer tudo que eu sinto! "Você é minha amada! És o outro pedaço que faltava para completar a minha vida! Quero passar o resto dos meus dias vivendo ao seu lado!" Pena que isso não possível, minha querida. Não quero arriscar, por hora, a sua vida, pois me sentiria um covarde em destruir sua felicidade.Continuo aqui na noite escura, a noite mais fria do início de verão, sem luz, sem amor, sem esperança, sem você.
Trecho de Gusmão Sullivan em seu Diário de Inverno. "Jardins Suspensos - As Pedras Místicas" - Capítulo (?) "A carta"

Peço desculpas àqueles que acompanhavam minhas confissões neste blog. Precisei ficar ausente por um certo tempo. O mundo me chamou e tive que abrir mão de certas coisas, mas cá estou novamente, porém por tempo determinado. Coisas aconteceram enquanto estive fora como o começo de um novo vício (Glee!), a finalização do primeiro livro da saga "Jardins Suspensos", a escolha da capa, o começo das minhas séries, novos trabalhos, novas cidades, retorno, estudos, vestibulares, praia, amigos, formaturas. Enfim, o mundo não para. Sempre estamos fazendo algo ou algonos faz. Nós humanos sempre nos ocupamos com alguma coisa por mais simples que seja. É claro que houveram maus momentos - quem nunca passou por uma fase difícil na vida que atire a primeira pedra -, mas estes eu prefiro guardar em um baú e jogá-lo no oceano. O fim de mais um ano chegou e outro está por vir. O ano novo será de novas persperctivas, sonhos sendo realizados, muita alegria e é claro, muito mais postagens aqui no "Diário de Inverno".
"E o banco de Vallusin foi deixado à solidão". Jardins Suspensos (Livro Dois)
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